Revista Interdisciplinar de Literatura e Ecocrítica http://asle-brasil.com/journal/index.php/aslebr <p>A RILE / JILE é um periódico interdisciplinar da Associação de Literatura e Ecocrítica (ASLE-Brasil), cujo principal objetivo é de promover diálogos humanísticos sobre questões ambientais. A Revista publica artigos de pesquisas, entrevistas, trabalhos artísticos sobre literatura, história, direito, política e arte, cujo foco sejam locais e sujeitos que envolvam o Brasil, a América Latina, a ásia, a áfrica e a Oceania.</p> <p>A Revista tem publicações em formato digital e impresso de textos literários, artigos e resenhas críticas em língua portuguesa, espanhola e inglesa, assim como traduções de autores estrangeiros da área para o português devidamente aprovadas. Os artigos serão publicados obedecendo aos princípios das normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Os autores são responsáveis por suas declarações impressas nos materiais submetidos á&nbsp; avaliação. Cada número trará uma temática que deverá se adequar a artigos, resenhas, poesias e crônicas. As colaborações devem ser inéditas ou republicadas quando estiverem em língua estrangeira e traduzidas desde os autores ou as editoras autorizem. As submissões deverão seguir um processo contínuo durante todo o ano.</p> <p>O comitê científico é composto de professores e pesquisadores brasileiros e estrangeiros com excelência na área.</p> ASLE Brasil pt-BR Revista Interdisciplinar de Literatura e Ecocrítica Apresentação RILE V http://asle-brasil.com/journal/index.php/aslebr/article/view/115 <p>No momento em que estamos publicando nosso quinto número, estamos vivendo um período de redefinicão de nossas atividades intelectuais, ainda ocasionada pela disseminação da COVID 19 na maior parte do mundo. Muito ainda se falará sobre o fato e, sobretudo, viveremos meses sob o impacto dessa inominável ocorrência de proporções avassaladoras. Tanto do ponto de vista factual, devido ao número de corpos que se alastram em todas as Américas e no resto do mundo, quanto do ponto de vista psicológico, fomos todos impactados. Do ponto de vista psicológico, os vivos, recolhidos em sua própria solidão, passaram a ruminar seus temores sob a ameaça de outro invisível que chama a humanidade à razão, de forma inconteste, sobre nossa relação com o meio ambiente. Enquanto isso, o tempo urge para todos os que encontraram nas ocorrências intelectuais um refúgio. Assim, enquanto buscamos o conforto das palavras, solidarizamo-nos com pesar, em nome da memória dos mortos, e com todos os que perderam amigos e ente queridos. Afinal, a vida nada mais é do que uma somatória de eventos surpreendentes de cunho existencial, entre os quais, ou ganhamos ou perdemos, até que seja consumada nossa trajetória no planeta.&nbsp; Nesse <em>intermezzo</em>, situam-se as palavras proferidas ou escritas das quais somos artífices. Sempre vivemos na esperança das boas mensagens, sobretudo, as que nos levem a uma permanente avaliação de nós mesmos e de nossas ações, com ações que poderão nos transformar em seres melhores. Novas narrativas e discussões surgiram e surgirão. Dentre elas, já neste número, privilegiamos a introdução do tema ‘pandemia’, como são os artigos de Fritoj Capra, cuja excelência e atualidade são indiscutíveis, e a leitura do conto de Edgar Allan Poe, ‘The Mask of the Red Death’ (1846), relembrada de forma oportuna, nesse momento, de acordo com a perspectiva de Sueli Liebig. A leitura de Animesh Roy sobre o romance de Robert Barclay <em>Melal</em> responde criticamente ao desafio proposto pelo romance, ao trazer para o público referências ligadas à crítica pós-colonial sobre a ficcionalização de fatos pouco discutidos hoje, como as incursões militares criminosas do ponto de vista ambiental perpetradas nos anos 50, em Bikini Atoll, nas ilhas Marshall, no Oceano Pacífico, pelos Estados Unidos.</p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O texto provocante de Patrícia Vieira reúne, por meio de uma leitura criteriosa, o tema ‘Amazônia’, através do cinema, sob o olhar de diretores nacionais e internacionais. O texto demonstra a habitual e venturosa correlação entre a literatura e o cinema, especialmente privilegiando aspectos ligados ao ecocinema. Ronilson Lopes e Heloísa Correira defendem, em seu texto, a curiosa hipótese em que demonstram que o exercício do antropocentrismo textual sobre os sujeitos orgânicos é predominante por narradores em primeira pessoa, como dinâmica textual, especialmente no romance <em>Des/encontro </em>do escritor (2011) de João Uilson Vieira. Suênio Stevenson discute, em linhas gerais, sobre os impasses criados pelo termo ecocrítico no contexto brasileiro, especialmente quando o propõe como uma “inovação” metodológica, do ponto de vista do sujeito, em uma categoria denominada de ‘<em>narrative scholarship</em>’, utilizado pela Academia anglo-saxã, para legitimar um relato com uma “linguagem aparentemente subjetiva da narração, para revelar uma experiência humana compartilhada de ideias, textos, realidades sociais e o mundo físico”. Concluindo a proposta para este número, Juarez Lins propõe um estudo da relação entre o ser humano e o meio ambiente, no poema ‘Pregão Turístico do Recife’, de João Cabral de Melo Neto. Na presente proposta, Juarez nomeia o texto como portador de elementos ideais não só estéticos mas também éticos, capazes de colaborar positivamente para “formar sujeitos conscientes, que compreendam o valor da participação na mudança e a necessidade de reconstruir posturas ambientais”. Desse modo, ele demonstra que questões ambientais sempre estiveram presentes nas letras nacionais como uma prioridade dos nossos modernistas tradicionais.</p> <p>&nbsp;</p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Zélia M.Bora &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;</p> Zélia Bora ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2020-07-07 2020-07-07 1 5 2 5 A PANDEMIA COVID-19: UMA ANÁLISE SISTÊMICA http://asle-brasil.com/journal/index.php/aslebr/article/view/107 Fritjof Capra ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2020-07-07 2020-07-07 1 5 6 13 MILITARY COLONIALISM, PACIFIC NUCLEARISATION, AND THE MARSHALLESE ENVIRONMENTAL IMAGINATION IN ROBERT BARCLAY’S MELAL http://asle-brasil.com/journal/index.php/aslebr/article/view/108 Animesh Roy ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2020-07-07 2020-07-07 1 5 14 28 AMAZONIA ROAD MOVIES http://asle-brasil.com/journal/index.php/aslebr/article/view/109 Patrícia Vieira ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2020-07-07 2020-07-07 1 5 29 58 MÁSCARAS AGÔNICAS: DA “MORTE RUBRA” AO CORONAVÍRUS http://asle-brasil.com/journal/index.php/aslebr/article/view/110 Sueli Meira Liebig ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2020-07-07 2020-07-07 1 5 59 86 ITINERÁRIOS DE PESQUISA PELAS HUMANIDADES AMBIENTAIS: UMA NARRATIVA PESSOAL http://asle-brasil.com/journal/index.php/aslebr/article/view/111 Suênio Stevenson Tomaz de Silva ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2020-07-07 2020-07-07 1 5 87 105 O Não Humano e o Humano na Trama do Espaço-Tempo em Desencontro (2011)de João Uilson Vieira Filho http://asle-brasil.com/journal/index.php/aslebr/article/view/112 Heloisa Helena Siqueira Correia Ronilson de Sousa Lopes ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2020-07-07 2020-07-07 1 5 106 117 QUESTÕES AMBIENTAIS NO DISCURSO POÉTICO PREGÃO TURÍSTICO DO RECIFE DE JOÃO CABRAL DE MELO NETO: ECOCRÍTICA, ANÁLISE DO DISCURSO E LITERATURA http://asle-brasil.com/journal/index.php/aslebr/article/view/113 Juarez Nogueira Lins ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2020-07-07 2020-07-07 1 5 118 130 PORQUE VIDAS NEGRAS IMPORTAM http://asle-brasil.com/journal/index.php/aslebr/article/view/117 <p>Há 45 anos - quando eu era estudante de pós-graduação e estava fazendo pesquisas<br>na Universidade da Califórnia - descobri uma cópia de um panfleto antigo na<br>Longshoremen's Library, em San Francisco, que contava a história de uma terrível<br>explosão em 1944, na base da Naval, mais ou menos ao norte de São Francisco, chamada<br>de Porto Chicago. Centenas de jovens marinheiros - a maioria afro-americanos - foram<br>mortos na explosão. Muitos sobreviventes negros se recusaram a voltar ao trabalho<br>(depois do acidente)1<br>. Devido ao ocorrido, eles fizeram uma greve contra as condições de<br>trabalho, manifestamente inseguras, e foram acusados de motim, que é considerado uma<br>ofensa capital. Elas poderiam ser as últimas baixas da explosão de Porto Chicago.</p> Robert Allen Zélia M. Bora ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2020-07-08 2020-07-08 1 5 131 138 POEMAS NEGROS. UM TRIBUTO AO MOVIMENTO BLACK LIVES MATTER E A TODAS AS VÍTIMAS DE RACISMO http://asle-brasil.com/journal/index.php/aslebr/article/view/116 <p><strong>POEMAS &nbsp;NEGROS. UM TRIBUTO AO MOVIMENTO BLACK LIVES MATTER E A TODAS AS VÍTIMAS DE RACISMO</strong></p> Robson Teles Odailta Alves ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2020-07-08 2020-07-08 1 5 139 142